Home office, burnout e jornadas flexíveis: o que mudou na CLT e nos direitos do trabalhador?

Nos últimos anos, o modelo de trabalho remoto deixou de ser exceção e se tornou realidade para milhões de brasileiros. Mas a nova rotina trouxe também dilemas: como ficam os direitos trabalhistas? Quem arca com os custos? E quando o home office se transforma em um gatilho para o burnout?

A CLT cobre o trabalho remoto?

Sim. A CLT foi atualizada em 2017 pela Reforma Trabalhista e passou a prever regras específicas para o teletrabalho. Em 2022, a Medida Provisória 1.108/2022 (depois convertida em lei) detalhou ainda mais os direitos e deveres nessa modalidade.

Principais direitos garantidos ao trabalhador remoto:

  • Registro em carteira com a modalidade de teletrabalho
  • Controle de jornada quando houver metas ou horas estipuladas
  • Fornecimento de equipamentos e estrutura adequada (caso acordado)
  • Auxílio para despesas com internet e energia, se previsto em contrato

E o burnout?

A síndrome de burnout, reconhecida pela OMS como doença ocupacional, é causada por estresse crônico relacionado ao trabalho. O empregado que desenvolver burnout pode ser afastado pelo INSS e, em casos mais graves, acionar a empresa por danos morais ou rescisão indireta.

Jornada flexível é direito?

Não obrigatoriamente. Jornadas flexíveis precisam estar previstas em contrato individual ou acordo coletivo. A empresa tem autonomia para definir o modelo de trabalho, desde que respeite os limites legais (44h semanais, intervalo de descanso, etc.).

O que mudou com a Lei nº 14.442/2022?

Ela definiu que o teletrabalho pode ser híbrido, intermitente ou integral, e que o trabalhador remoto tem os mesmos direitos dos demais empregados presenciais. Também reforçou a necessidade de formalização do modelo no contrato.

Dicas para empregadores e empregados:

  • Formalize tudo por escrito
  • Estabeleça metas claras e documentadas
  • Monitore a saúde mental dos colaboradores
  • Respeite os limites de jornada e o tempo de desconexão

Conclusão

O home office é uma conquista, mas precisa ser bem regulado para não virar armadilha. Com clareza contratual e respeito aos limites, é possível manter a produtividade sem violar direitos.

Tem dúvidas sobre seus direitos como trabalhador remoto? Fale com nossa equipe e receba orientação jurídica especializada para sua situação.

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